Atelier Oï

Atelier Oï

Fundado em 1991 em La Neuveville, Suíça, por Aurel Aebi, Armand Louis e Patrick Reymond, tem o nome oï derivado da palavra russa “troïka”, que define uma equipe de três pessoas e transmite o dinamismo e a energia holística gerada por um trio.

O atelier Oï é o resultado de uma aliança enraizada na humanidade e na arte. É sobre compartilhar valores e ideais. O trio está ligado há 25 anos ao desejo de crescer e se aventurar juntos em uma jornada que nunca nega seus caminhos individuais. Uma aliança que reúne mentes abertas e criativas, compartilhando suas visões.

O profundo envolvimento dos fundadores com a arquitetura, o design e a construção naval, bem como o encontro com personalidades carismáticas como Alberto Sartoris e Ettore Sottsass, moldaram a filosofia do atelier, que se esforça para ir além dos limites de uma única disciplina.

No atelier oï, a ideia da multidisciplinaridade é sintetizada pela palavra “atelier”, um lugar de criação, conhecimento intelectual e know-how manual. Em escala internacional, seu trabalho abrange desde arquitetura e design de interiores até design de produto e cenografia.

Apesar de serem conhecidos pela faceta poética de seu trabalho, os designers não descuidam em nada do aspecto pragmático dos produtos. “Para criar os painéis da USM, por exemplo, nós pensamos na situação de quando, no inverno, saímos de casa pela manhã cedo e pisamos na neve – o som é muito absorvente, é um momento especial, você só ouve os seus passos, com toda aquela atmosfera branca ao redor, é um momento especial. A partir dessa imagem, tentamos reproduzi-la em um produto. Esses painéis também partem da história concreta da USM, cujos móveis modulares foram inspirados na estrutura de um edifício. E esse sistema modular foi o ponto de partida para o nosso projeto: é o mesmo eixo, você pode compor com o mesmo ritmo, mas ao contrário dos armários, o material dos biombos é macio, absorvente do ponto de vista acústico. Na estrutura, nós continuamos a história da USM, mas no material, fizemos um contraponto com algo realmente soft. E nos armários a estrutura aparece por fora, enquanto no biombo ela fica embutida, mas os dois sistemas dialogam.” (Entrevista concedida à Winnie Bastian para Casa Vogue).