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Por dentro do Laboratório Intensivo de Testes da Herman Miller

Onde os ícones do design moderno são expostos a todos os limites para testar sua qualidade

 

Produtos como esses são continuamente testados na sede da Herman Miller.

No Herman Miller’s Design Yard, ou “Quintal de Design da Herman Miller”, um ambiente diversificado com todos os tipos de equipamentos da empresa, você pode se deparar com o zumbido de dezenas de máquinas e a perfuração metódica dos assentos de Aerons, SAYLs e Cosms, no que a Herman Miller chama de Laboratório de Durabilidade. Esta é apenas uma seção do amplo laboratório de testes para os móveis da pioneira na pesquisa e no desenvolvimento de mobília de altíssima qualidade.

Dificilmente alguém imagina quantos testes estão por trás de cada produto, afirma Larry Larder, gerente de Serviços de Teste e Sistemas de Qualidade da Herman Miller. Larder é engenheiro mecânico e está na Herman Miller há 17 anos, 10 destes dedicados ao laboratório de testes. “O que fazemos é tentar descobrir a durabilidade de um produto nas mais adversas situações“, diz Larder. A Herman Miller tem uma invejável garantia de 12 anos, então seus produtos precisam durar perfeitamente muito além desse tempo.

O laboratório conta com um espaço formidável: ocupa dezenas de milhares de metros quadrados e tem a altura de um hangar de avião, com capacidade para executar 1.890 testes diferentes, que certificam desde a durabilidade dos materiais às cores dos tecidos.

Caper passando por testes no laboratório

As principais cadeiras de escritório do mundo são diariamente arrastadas sobre diferentes superfícies, empurradas para frente e para trás e giradas milhares e milhares de vezes. Prateleiras são penduradas e testadas com pesos além do seu limite. Tudo em conformidade com as diretrizes da Business and Institutional Furniture Manufacturing Association (BIFMA), que certifica móveis para escritório para que atendam aos requisitos de desempenho e durabilidade da indústria. Aqui, no entanto, os testes vão além das determinações do órgão. Larder explica que, embora o exigido para testar uma cadeira, por exemplo, seja soltar uma sacola pesada sobre ela 30.000 vezes, no Laboratório isso se repete por 100.000 ou 200.000 vezes para garantir que ela atenda aos seus próprios padrões de garantia.

Ainda mais impressionantes do que o mobiliário, são as máquinas que a Herman Miller projetou para realizar testes – enquanto os produtos passam por centenas de milhares de rodadas de inspeções, as máquinas estão operando repetidamente em vários produtos, milhões de ciclos de testes ao longo de sua vida.

“Você testa até ter certeza de que nada fora do comum está acontecendo”, diz Larder. Ruídos ou peças soltas podem significar que alguma coisa não está correta. Tem que haver um equilíbrio entre forma, peso a ser suportado e materiais. Em geral, nenhum projeto é descartado. Ajustes são feitos para que ele alcance essa harmonia e funcione da forma correta.

Simulação de pessoas sentadas

Em outra sala, mesas de altura ajustável com cargas sobre elas estão passando por testes para simular seu uso ao longo do tempo. Elas vão repetidamente da posição mais alta para a mais baixa, num processo chamado de “balé das mesas”. Elas chegam a ficar até uma semana em uma série de câmaras ambientadas que simulam calor, umidade ou frio, com temperaturas chegando a 140 graus. Por meio desses testes, os engenheiros buscam sinais de empenamento, colas que falham, acabamentos corroídos – qualquer problema que seja causado por ambientes extremos. A Herman Miller também desenvolveu testes para medir o desgaste que o sapato de uma pessoa pode causar na base metálica das cadeiras e usa transpiração sintética para simular como o suor afeta seus tecidos.

Câmaras ambientadas

Não são apenas os lançamentos que passam por todo esse processo. Um visitante pode se deparar com uma Aeron, por exemplo, sendo testada mesmo após tantos anos de fabricação. “Nós testamos os móveis ao longo de seu ciclo de vida, inúmeras vezes. Enquanto são vendidos, estamos frequentemente fazendo melhorias no design”, explica Larder.

Assento de uma Aeron passando por testes de peso

Essa é a garantia de qualidade e durabilidade que somente móveis de design original podem proporcionar.

Artigo originalmente publicado na revista Architectural Digest


Aurel Aebi e a visita orientada à mostra

*Ethel Leon, em 30 de agosto de 2018

 

Design karaokê! Ouvi a jocosa expressão de Aurel Aebi, um dos titulares do Atelier Oï. Ele está em São Paulo e, anteontem, deu uma linda palestra na Atec. Hoje conduziu um grupo de interessados nas salas do Museu da Casa Brasileira, onde está instalada uma exposição da produção do escritório suíço.

Visita orientada com Aurel Aebi

Aurel fala com certa raiva e desprezo do design que segue “tendências” (o karaokê, simulacro de canto); e também do que chamou de turismo de CEOs das grandes empresas, alguns deles tão míopes, que negam aos designers o acesso a seus arquivos. “Sem passado”, repetiu Aurel diversas vezes, “não há futuro”. A professora de história ali presente aplaudiu!

A expressão design karaokê não era nova para mim. Ouvi-a, pela primeira vez, há cerca de 15 anos da boca de Enzo Mari, outro crítico contumaz do design dirigido pelo marketing e pela ansiosa necessidade de adaptação dos projetos à gula do mercado.

Visita orientada com Aurel Aebi

Haveria muito que contar do Atelier Oï que migra soluções da micro-escala do objeto para a arquitetura e vice-versa. Uma delas, que encontro toda semana, são os produtos da também suíça USM. O Atelier Oï entendeu a história da empresa, que partiu de componentes industrializados para a construção, migrou para sistemas de armazenamento – estantes, armários, todos modulares e lindos. Pois bem, o Atelier Oï, como se retomasse esse fio da USM, projeta painéis acústicos que são objetos, mas que, ao serem colocados em ambientes, criam espaços. O mesmo elemento, forrado de feltro serviu para a feitura de caixas super resistentes. Ao ver os painéis, pensamos nesses sonhos da construção industrializada….de alta qualidade, de fácil reprodução. Aurel Aebi falou dessa capacidade de inovar em empresa tão tradicional, a USM, que produz o mesmo sistema há décadas: “Só conhecendo bem a trajetória desta indústria é que foi possível inovar dentro dela, sem ferir seus princípios”.

O Atelier OÏ tenta entender em profundidade as demandas de cada cliente e faz experiências internas, no atelier, sem saber no que vão dar. Mas sempre resultam em algo, em aprendizagem, em novos produtos, em instalações, “Não procurarmos o sucesso, mas o que sucede”, e a frase não era de efeito, mas explicativa do processo rico, que se insurge contra certos hábitos do cotidiano atual.

Ao explicar as luminárias  dançarinas, instaladas na primeira sala do MCB, o designer chamou atenção para nosso filtro desgastado, de ver as exposições sem vê-las, sempre com a mediação da câmera do celular.


É claro, os suíços estão no centro do mundo e têm uma clientela invejável e poderosa que pode bancar seus projetos inovadores. Mas é lindo ver a postura de fazer migrar soluções de um território produtivo a outro; de uma escala a outra. Isso que faz da profissão de designer algo interdisciplinar, em que sempre se aprende e nada se repete.

Outro ponto em destaque do trio suíço (e sua equipe de 35 profissionais, designers, arquitetos, engenheiros é o apreço pelos materiais e pela manualidade do projeto, pela escala sempre artesanal em que o projeto se realiza, mesmo que fadado a ser incorporado pela grande indústria.

O Atelier Oï examina, com certa crítica, o mundo contemporâneo, os novos hábitos e abraça discussões como natural x artificial, levando o debate a uma tensão, sem resolvê-lo. – como no caso do ‘plantio’ de juncos artificiais iluminados que se mexem com o movimento natural das águas de um lago.

Observações apressadas, vontade de escrever mais, mas não aqui, escrever pausadamente, longe desse insensato mundo da web. Aliás, o Atelier Oï mantém no lago de sua cidade um barco, em que são feitas as reuniões com clientes. “No meio da água os celulares não têm sinal e é possível concentrar-se”, comentou o  simpaticíssimo Aurel, muito distante de esnobes stars que, por vezes, nos visitam.

Confira o vídeo da montagem da exposição Indústria Artesanal, do atelier oï, em cartaz no Museu da Casa Brasileira e a palestra de Aurel Aebi, do estúdio suíço, na Atec Cultural de agosto.

 

 

*Ethel Leon é pesquisadora, professora de História do Design Brasileiro e curadora da Atec Cultural


Nova sede da Apple tem mesas para que funcionários possam trabalhar em pé

A Apple adotou mesas reguláveis para que todos funcionários possam trabalhar em pé. A mudança foi feita na nova sede da empresa, onde trabalham 12 mil funcionários, e revelada pelo CEO Tim Cook em entrevista à Bloomberg. Diversas empresas têm adotado mesas de altura regulável para que seus funcionários possam trabalhar em pé, estimulando-os a não passar o dia todo sentados.

 

 

“Demos a todos os nossos funcionários mesas reguláveis para que eles possam trabalhar em pé. Se você puder ter a opção de ficar em pé por um tempo, depois sentar-se, depois levantar-se, é muito melhor para o seu estilo de vida”, disse Cook.

O executivo mostrou, na entrevista, preocupação pelos possíveis riscos das pessoas ficarem longos períodos sentadas. Ele citou que essa postura é descrita atualmente pelos médicos como “o novo câncer”, pela série de problemas que pode acarretar (diabete, doenças cardiovasculares, obesidade, entre outras).

Por outro lado, os benefícios de trabalhar em pé, porém, não estão ainda bem delimitados pela ciência. De forma geral, os estudos que analisaram como essa postura influencia a saúde (em detrimento de ficar o dia todo sentado) não são conclusivos, segundo artigo publicado no blog de saúde de Harvard.  O artigo lembra que estudos já demonstraram que trabalhar de pé não garante uma redução no peso nas pessoas consideravelmente maior do que a perda de calorias que elas já têm simplesmente estando sentadas.

Apple Park
As mesas não são a única “mordomia” que os funcionários da Apple possuem na nova sede. Inaugurada em 2017, o escritório idealizado por Steve Jobs lembra o formato de uma nave espacial. Chamado de Apple Park, foi construído em forma de anel em torno de um grande pátio com pista de corrida, minifloresta e colinas artificiais. O espaço – que equivale a 100 campos de futebol – também abriga 9 mil árvores, hospital, academia e serviço de ônibus. O custo dessa megalomania toda? US$ 5 bilhões.

Fonte da matéria: Época negócios

Mesas Sit-to-stand
A Atec conta uma seleção de mesas com regulagem de altura que dá apoio a diferentes posturas saudáveis para quem deseja trabalhar sentado ou em pé. USM Kitos, da fabricante suíça USM Modular Furniture e RenewEnvelop, da Herman Miller, são alguns dos exemplos que oferecem soluções ergonômicas para quaisquer ambientes de trabalho. Entre em contato com nossa equipe e conheça as inúmeras possibilidades dos produtos e suas aplicações nos mais diversos ambientes.