The World of Charles and Ray Eames, na Barbican Art Gallery – em outubro

A exposição sobre dois dos mais importantes designers do século 20, Charles e Ray Eames, estará à disposição do público na Barbican Art Gallery, em Londres, entre os dias 21 de outubro de 2015 e 14 de fevereiro de 2016.

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A exposição, denominada “The World of Charles and Ray Eames”, tem como objetivo trazer detalhes sobre a carreira do casal e os trabalhos desenvolvidos no Escritório Eames. Do espaço – que era, na verdade, um laboratório ativo há mais de quatro décadas – saíram diversos projetos pioneiros.

Muitos conhecem Charles e Ray Eames somente como designers de móveis e produtos, mas os interesses de ambos em levar soluções para os mais variados tipos de problemas fizeram com que eles se comunicassem com muitas ferramentas e meios. Ideais filosóficos, tecnologia e ciência para o bem comum e total dedicação ao trabalho uniram suas vidas e fizeram com que o pessoal e o profissional formassem uma só combinação.

A exposição apresenta o “Mundo de Charles e Ray Eames” através de objetos  construídos ao longo de suas vidas, incluindo filmes, apresentações em slides, fotografias, móveis, produtos, desenhos, esculturas, pinturas, design gráfico, adereços, instalações e diversos artefatos.

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Se passar por Londres, não deixe de visitar a exposição para aprofundar ainda mais os seus conhecimentos sobre esses grandes nomes do design mundial.

 

 


Fritz Hansen relança KAISER Idell Scissor Lamp, ícone da Bauhaus

Fritz Hansen acaba de relançar um projeto clássico de Christian Dell para a Bauhaus: a luminária pantográfica KAISER Idell Scissor Lamp. O nome Idell é uma brincadeira que une as palavras “ideia” ao sobrenome de seu criador, “Dell”.

Idell Scissor Lamp

As luminárias KAISER Idell, ícones do design moderno, são produzidas em aço e latão, sua cúpulas são pintadas à mão com cores de alto brilho ou preto fosco. Possuem também elementos cromados em latão polido e prata soldada.

Um dos detalhes mais impactantes desse modelo é o braço extensivo com flexibilidade e versatilidade para ajustes personalizados. Essa articulação oferece funcionalidade e originalidade inconfundíveis. Um charme exclusivo e patenteado pela KAISER Idell.

 

Christian Dell e Bauhaus

O artesão e designer Christian Dell trabalhou na oficina de metal da Bauhaus de 1922 a 1925. Essa oficina foi um dos estabelecimentos mais bem-sucedidos da escola e palco para criação de vários objetos de design, entre eles as luminárias KAISER Idell.

Catálago de 1935 com as lâmpadas KAISER Idell. Entre elas, a Idell Scissor Lamp

Catálago de 1935 com as lâmpadas KAISER Idell. Entre elas, a Idell Scissor Lamp

As luminárias são ícones da Bauhaus, uma das primeiras escolas de design e conhecida pela capacidade de reunir os maiores arquitetos e artistas contemporâneos, como Marianne Brandt, Wilhelm Wagenfeld e, claro, o próprio Dell.

Ocasionalmente, as lâmpadas foram utilizadas para iluminação do próprio campus da Bauhaus, tanto na parte externa quanto na interna. Agora, elas podem fazer parte da decoração da sua casa ou escritório.

Entre em contato com nossa equipe e saiba como adquirir seu exemplar. Veja também o Luminárias KAISER Idell (em PDF) de todos os modelos e opções de cor das luminárias KAISER Idell.


Hotel Radisson Blu promove campanha de personalização da poltrona EGG

design

Quem ama design certamente conhece a poltrona EGG, projetada por Arne Jacobsen, em 1958, para o Royal Hotel, atual Radisson Blu. O mesmo hotel está promovendo uma campanha denominada “Design Your Own Icon”. A ideia é convidar profissionais e amantes do design a projetarem, no ambiente do site, uma EGG personalizada e exclusiva, que será submetida à votação do público. Os 15 finalistas ganham sua própria cadeira, que será produzida pela Fritz Hansen, e duas noites no hotel.

Quem vota nas cadeiras para ajudar a definir o resultado dessa premiação também pode ganhar estadia VIP.

As poltronas escolhidas também serão produzidas em miniaturas, para uma exposição itinerante que percorrerá todos os hotéis Radisson Blu, em todo o mundo.

Para saber mais, acesse o site:  https://www.radissonblu.com/design


Fabricação da “Cadeira Shell” dos Eames em 12 GIFS

A história da Cadeira Eames Molded Plastic começou mais de 10 anos antes de seu lançamento, que ocorreu em 1950. Antes de se casar com Ray, Charles já experimentava técnicas de moldagem de madeira compensada, e testava projetos que resultavam em macas e talas, planadores de assento para marinha, entre outros – No dia 28 de julho, a Atec vai exibir o documentário “Eames; o arquiteto e a pintora”, que conta mais sobre a história do casal. Inscreva-se, é grátis.

Somente após a guerra e após o seu casamento é que Charles voltou a investigar a possibilidade de produção de cadeiras em massa. Com todos os esforços, parecia impossível criar uma cadeira de madeira curvada usando apenas um escudo – embora os testes tenham tornado possível a criação da cadeira Eames Molded Plywood.

Dois anos após a criação da Molded Plywood, Charles e Ray conseguiram moldar uma “Concha” (Shell em inglês) em metal para concorrer ao prêmio de Low-Cost Furniture Design, na competição internacional do MoMA. Apesar de lhes render o 2° lugar no concurso, a cadeira era muito cara e as pessoas começaram a procurar os produtos feitos em plástico reforçado com fibra de vidro. Foi então que a Shell, como a conhecemos hoje, nasceu. Tornou-se a primeira cadeira de plástico produzida em série.

Com o passar do tempo, a Shell Chair ganhou novas cores, formas e opções de estofamento. Mais que reproduzível, a cadeira se tornou customizável.

Hoje, a Herman Miller fabrica réplicas exatas da cadeira, que seguem o design original, incorporadas com polipropileno 100% reciclável.

Abaixo você pode acompanhar o processo de fabricação:

A resina colorida é misturada em tanques.

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Com a mesma tecnologia utilizada na indústria do automóvel, as novas resinas de fibra de vidro são processadas sem emissão de compostos orgânicos voláteis (VOCs) ou poluentes do ar (HAP), o que elimina a necessidade de oxidantes térmicos.

Os pré-moldados são retirados da máquina e inspecionados.

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No método, um tipo de pasta seca é utilizado, ao invés do processo úmido. O ligante seco une os fios que são aspirados pela máquina CNC em uma tela em forma de concha. Um vácuo assegura a contenção das partículas e as mantém presas por uma cola úmida, como no processo tradicional. Depois, o calor é aplicado para fundir e manter a forma. Nesse momento, a mão de obra entra em contato com o pré-moldado para inspecioná-lo e limpá-lo.

A resina é aplicada.

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A resina é aplicada na quantidade exata, e espalhada com uma ferramenta de mão.

Com o pré-moldado coberto de resina, é hora da prensa.

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Após a aplicação uniforme da resina, o invólucro é colocado numa prensa onde o calor e a pressão são aplicados. A prensa também corta as bordas, para eliminar os excessos de fibra de vidro, antes do processo de polimento.

A cadeira é inspecionada.

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Excessos que ainda ficam presos à cadeira são eliminados manualmente. As cadeiras são inspecionadas, uma a uma, e limpas.

As arestas são lixadas.

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Após ser lixada manualmente e com lixadeira elétrica, a cadeira é novamente limpa e enviada para a inspeção final.

Os shockmounts da base.

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Um fixador mecânico, que fica conectado à base da cadeira, recebe um adesivo em cada suspensão elástica, enquanto as cadeiras são limpas, transportadas em uma bandeja e secas sob pressão durante dois dias.

Os shockmounts são apertados e testados.

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A suspensão elástica é testada manualmente.

O estofamento é costurado.

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O tecido é cortado por uma máquina computadorizada e, em seguida, costurado à mão.

O estofamento é colocado na cadeira.

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Após a aplicação do enchimento de espuma, o estofamento é montado e anexado usando um “J-Channel”. Em seguida, ele é passado e colocado em outra máquina onde o calor e a pressão são aplicados.

As bases são ligadas à cadeira.

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Cada cadeira recebe um adesivo com as especificações do tipo de base que irá receber. A base é selecionada e anexada individualmente.

Embalagem e envio.

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A cadeira é limpa, novamente, e embalada para envio.

Para saber ainda mais sobre a cadeira, clique aqui.


O conforto segundo Jaime Hayon

É bom saber detalhes sobre nossos produtos favoritos. Mas conhecer sobre o que pensam seus criadores também parece interessante. Jaime Hayon – criador do sofá FAVN, da poltrona Ro, da mesa Analog, da poltrona Fri e da cadeira Sammen, para a dinamarquesa Fritz Hansen – concedeu uma entrevista à revista Republic, falando sobre o papel dos móveis na construção de espaços confortáveis, inspiradores e caseiros. Acompanhe:

Para você, o que é um bom design?

Um bom design é, principalmente, um projeto que dura. E esse projeto deve ter algo a dizer, ele deve ser capaz de melhorar nossa qualidade de vida significativamente. No entanto, para mim, o design não está relacionado apenas à função, mas também aos sentimentos que provoca nas pessoas, desafiando seus usuários e seu modo de vida.

Como os móveis podem contribuir para a transformação dos ambientes, tornando-os aconchegantes e com um aspecto essencialmente caseiro e confortável? Você acha que esse é um fenômeno característico do design dinamarquês?

Sim, eu acho. Os dinamarqueses possuem uma forma peculiar de fazer design mobiliário. A cultura nórdica é pautada pelo uso de materiais naturais na confecção de seus móveis, fazendo com que o projeto esteja profundamente enraizado em suas origens. É como trazer a natureza para dentro, já que o mobiliário é confeccionado com madeira, pedra e couro. Eles trazem, instintivamente, a agradável sensação do caseiro e artesanal. E quando recebem estofados e acabamentos perfeitos, eles transmitem a sensação de conforto inigualável. Os dinamarqueses são excepcionais nesse trabalho.

Para você, o que é um espaço agradável? O que o faz se sentir em casa?

Uma sala acolhedora é aquela cuja atmosfera vem junto com a iluminação. Quando a música combina com o lugar. Quando combinação de cores, luz e som me fazem sentir bem. É também um lugar que me dá a capacidade de perceber o que está acontecendo lá fora. Não gosto de ficar confinado em ambientes fechados, cujos móveis têm aspecto frio. Não gosto de locais que deixam meus pés frios.

De que forma os móveis podem contribuir para a construção de uma atmosfera caseira?

Os móveis podem contribuir muito para a criação de um ambiente caseiro e confortável. Não há nada melhor que um sofá perto de uma lareira no período da tarde em um dia frio, acompanhado por algumas taças de vinho e bons amigos.

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Jaime Hayon

Fonte: Republic 16.2015 página 38