Conheça o escritório que “desaparece” ao final do expediente

Já imaginou se o seu escritório de trabalho fosse um local que, em determinados momentos do dia e até da noite, se transformasse em um estúdio de ioga, uma pista de dança e várias outras possibilidades? Pois é, esse lugar já existe e fica localizado em Amsterdã, na Holanda.

Durante o dia, o estúdio de design Heldergroen funciona como um escritório de trabalho habitual, com mesas, cadeiras, computadores e todos os objetos típicos desse espaço. A surpresa está na forma como esses móveis estão dispostos e no incentivo que os proprietários dão aos seus funcionários, para que tenham um equilíbrio entre vida e trabalho. Às 18 horas, alguém vira a chave e todas as mesas, cadeiras, computadores e documentos “desaparecem” do ambiente, transformando-o em algo totalmente novo.

Tudo isso acontece porque as mesas compartilhadas são presas no teto com cabos de aço e levantadas ao final do expediente. Quando chega à noite e até mesmo aos finais de semana, a versatilidade do espaço o transforma em uma pista de dança, uma sala de ioga, um refeitório e muitas outras possibilidades.

Para completar, o escritório foi projetado para ser sustentável e, por isso, utiliza móveis feitos a partir de objetos reutilizados e sustentáveis, como as cadeiras Aluminum Group. A inovadora ideia surgiu com o intuito de proporcionar um local de trabalho que trouxesse vários benefícios aos funcionários, com momentos de relaxamento, descontração e lazer.

Confira abaixo o vídeo que mostra como a transformação é feita no estúdio de design Heldergroen (a partir de 1’e 28″):


USM: a história da pequena esfera de metal e seu primeiro século de vida

A marca suíça USM (Ulrich Schärer Münsingen) nasceu em 1885 em uma serralheria que fabricava esquadrias e peças em metal. Em 1961, Paul Schaerer, neto do fundador, contratou o arquiteto suíço Fritz Haller para projetar um edifício onde ficariam o escritório e a fábrica da empresa. A arquitetura modular do projeto do prédio inspirou Haller e Schaerer na criação de um mobiliário flexível: o Sistema USM Haller, criado em 1963.

 

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Apesar de ser projetado para uso próprio da USM, o sistema agradou os decoradores do banco Rothschilld, que fizeram uma encomenda para mobiliar a nova sede do banco, em Paris. Foi o primeiro de muitos clientes. Em pouco tempo, a USM se tornou popular e a demanda pelo sistema modular cresceu. Em 1965, o produto foi patenteado e iniciou-se a produção em massa dos mobiliários USM.

Posteriormente o mobiliário USM que era apenas de uso comercial passou a integrar perfeitamente ambientes residenciais, seguindo sempre a máxima bauhausiana “a forma segue a função”.

Hoje, mais que um clássico do design presente nos principais escritórios e coleções de museus ao redor do mundo – complexo multifuncional Vienna Twin Towers, de Massimiliano Fuksas; torre de escritórios da Swiss Re, de Foster & Partners; museu de Frank O. Gehry para Louis Vuitton Foundation em Paris, MoMA, no Cooper-Hewitt National Design Museum em Nova York; arranha-céu de 310 metros Shard London Bridge, de Renzo Piano etc. – a USM é uma opção contemporânea, altamente funcional e de uma beleza simples, mas surpreendente.

 

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A bola mágica, o coração do sistema

O segredo do sistema USM Haller está em uma bola metálica brilhante que une os tubos cromados de forma única e estável. Mais que uma peça funcional, a esfera com 6 furos em rosca deve ser considerada um símbolo: amplia as possibilidades de uso do sistema modular em todas as direções, o que significa móveis que podem ser combinados e ampliados de forma ilimitada.

Os acessórios e componentes USM são constantemente aperfeiçoados de acordo com a mais alta tecnologia, mas seguem sempre o princípio básico de manter sua aparência intacta. Dessa forma, cada nova parte do sistema pode ser integrada a estruturas já existentes. Mesmo que um móvel  tenha sido feito no início dos anos 1960, pode ser ampliado de forma simples ainda hoje. Para assegurar que isso aconteça, o sistema USM segue o compromisso de manter a compatibilidade das novas peças com as versões anteriores.

Make it yours

Em 2015 o sistema modular USM Haller celebrou o seu 50º aniversário e este ano a empresa lançou um configurador on-line chamado “Make it yours”. Nele, é possível projetar suas próprias estantes e armários USM de forma simples e rápida.

Na plataforma online, designers de ambientes e decoradores conseguem integrar esses móveis configurados aos seus projetos, já que os desenhos podem ser baixados em diversas extensões de arquivos compatíveis com o CAD: .DWG, .DWG2D, .SKP; .FBX e .3DS. Os materiais de acabamento também estão disponíveis por lá.

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Um bom exemplo a ser citado é a casa de um médico em Morioka (Japão), apresentada nas fotos desses post. Ele optou por não ter móveis fixos em sua residência. A solução proposta pelos arquitetos no projeto foi o uso do sistema modular USM, que proporciona uma decoração atemporal e com infinitas possibilidades de reconfiguração.

Tudo isso com a ajuda dessa bolinha mágica.

 


Esquina da Arquitetura – 3ª edição

Foto: ©Fabiana Mercadante

Débora Ferreira, Chris Batt, Silvia Serber e João Figueira | Foto: © Fábia Mercadante

A terceira edição do Equina da Arquitetura, realizada no dia 14 de julho, foi, novamente, um sucesso. O evento promovido pela Herman Miller em parceria com a revista PROJETO, conta com o apoio da Atec Original Design e reúne grandes nomes da arquitetura e design para um saudável debate sobre o exercício da profissão em sua essência, ou seja, totalmente integrada  à vida civil e à sociedade.

Realizado no showroom da Herman Miller do Brasil, em São Paulo, o encontro trouxe o tema “Metrópoles” e  foi também uma homenagem ao Metro Arquitetos, destaque na seção Perfil, da Revista PROJETO edição 432.

Degustação e arte

O chef Beto Pierro que, mais uma vez, surpreendeu os convidados com se delicioso tempero, trazendo à mesa o sabor típico da gastronomia paulistana.

Foto: © Fábia Mercadante

Em outro momento, pincéis, rolos e até as mãos foram utilizados para a construção de uma obra de arte colaborativa, onde o público presente pôde expressar criatividade, emoção e o que mais lhes sobra: talento.

Foto: © Fábia Mercadante

Foto: © Fábia Mercadante


Começa hoje o Salone Internazionale del Mobile 2016

Salone del Mobile Milano

Foto: Divulgação

 

Começa hoje o Salão do Móvel de Milão 2016 (Salone Internazionale del Mobile 2016)a exposição de móveis e acessórios de decoração mais famosa do mundo, criada em 1961 para promover as exportações italianas de mobiliário e complementares. Entre os dias 12 e 17 de abril, serão diversas atrações e eventos diferenciados. Destaque para as exposições Euroluce (iluminação) e Salone del Uffício (escritórios) 

São 55 anos expondo inovação e internacionalidade. Neste ano, cerca de 30% dos expositores da feira são estrangeiros. Além da ampla oferta comercial, o evento promove a integração de empresas e o equilíbrio entre a tradição e a inovação, promovendo qualidade e cultura.

A edição de 2015 fechou com mais de 310 mil visitantes. Em 2016, serão mais de 1.300 expositores, distribuídos em 150.000 m². Para saber mais sobre esse grande evento que vai até o dia 17 de abril, clique aqui e confira a programação.


10 mulheres que deixaram seus nomes na história da arquitetura e design mundial

Escolhemos o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, para relembrar 10 mulheres que, por meio de suas obras, fizeram história na arquitetura mundial. Confira:

Ray Eames

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Ray Eames criava soluções, em parceria com seu marido, Charles Eames. O trabalho dessa dupla encorajava experimentos entre os membros de sua equipe. Usavam desde o compensado moldado à fibra de vidro moldada. Entre seus projetos para a Herman Miller estão a Eames Lounge, a Eames Molded Plastic a Eames Aluminum  e muitos outros móveis que são considerados como ícones do design e cobiçados até os dias atuais.

Lina Bo Bardi

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Nascida na Itália, em 1914, Lina Bo Bardi veio para o Brasil em 1946, naturalizando-se cinco anos depois. A partir daí, foi a responsável por verdadeiras obras de arte, como o Assis Chateaubriand Museu de Arte de São Paulo (MASP) – que mais tarde se tornou um dos mais importantes museus da América Latina – ; o Studio d’Arte Palma; a Casa de Vidro (sua residência privada, que se tornou peça central do modernismo no Brasil) e o Museu de Arte Moderna da Bahia.

Zaha Hadid

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Primeira mulher a ganhar um Prêmio Pritzker de Arquitetura pelo conjunto de suas obras, a iraquiana Zaha Hadid assinou importantes trabalhos em sua carreira. Destaques para o Vitra Fire Station (1993 – Alemanha ); Centro Rosenthal de Arte Contemporânea (1998 – EUA); o Terminal Hoenheim-North & Estacionamento (2001 – França) e Bergisel Ski Jump (2002 – Áustria).

Kazuyo Sejima

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Tendo em sua lista de projetos o New Museum of Contemporary Art, em Nova York (EUA), e o Serpentine Pavilion, em Londres (Inglaterra), Kazuyo Sejima é uma expoente da arquitetura contemporânea. Juntamente com seu parceiro, Ryue Nishizawa, ganhou o Pritzker 2010.

Marion Mahony Griffin

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Marion Mahony Griffin foi uma das primeiras arquitetas licenciadas do mundo, além de ser a primeira a trabalhar para Frank Lloyd Wright. Nascida em 1871, nos Estados Unidos, casou-se em 1911 com Walter Burley Griffin, que também trabalhou com Wright. Mahony encerrou sua carreira de arquiteta após a morte de seu marido, em 1939.

Jeanne Gang

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Diretora e fundadora da Gang Architects Studio, em Chicago (EUA), Gang explora em seus projetos o território criativo de novos materiais, tecnologia e sustentabilidade. Tem em sua lista de trabalhos o Aqua Tower, em Chicago, com 82 andares.

Lilly Reich

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Lilly Reich nasceu em Berlim, na Alemanha, no ano de 1885. Vinte e seis anos depois, após um período em Viena, trabalhou como designer de moda e de mobiliário, tornando-se a primeira diretora em 1920. Seu talento como designer a levou a Frankfurt, onde conheceu Mies Van der Rohe. Os dois foram apontados em 1928 como diretores artísticos do pavilhão alemão para a Exposição Mundial de Barcelona, o que resultou no icônico pavilhão de Mies, considerado como uma das obras mais emblemáticas e definidoras do modernismo.

Charlotte Perriand

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Charlotte Perriand trabalhou no escritório de Le Corbusier, no final da década de 1920. Perriand projetou três cadeiras icônicas, a B301, B306 e a LC2 Grand Comfort, agregando um pouco de caráter humano à obra racional do arquiteto. À medida em que suas opiniões foram se tornando politicamente de esquerda, seus trabalhos ficaram mais acessíveis economicamente, já que utilizavam madeira ao invés de superfícies cromadas.

Denise Scott Brown

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Com enorme influência sobre o desenvolvimento do projeto arquitetônico durante o século XX, Denise Scott Brown nasceu em 1931, em Northern Rhodesia. Estudou na África do Sul e em Londres. Suas críticas são creditadas com a mudança na forma como muitos arquitetos e urbanistas olhavam para o modernismo e o desenho urbano em meados deste século.

Anne Tyng

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Anne Tyng nasceu na década de 1920, na China. Em 1942, conseguiu um feito histórico: tornou-se a primeira mulher a ser admitida na Escola de Design de Harvard, onde teve aulas com Walter Gropius.

 

Gostou das lembranças? Esperamos que este texto traga inspiração para todos, da mesma forma que o talento dessas arquitetas as inspirou a projetar verdadeiras obras de arte ao redor do mundo.

 

Fonte: Arquiteta Page